Aprender a respeitar o limite de cada um é essencial para
que o início da máxima “Amar o próximo como a ti mesmo” seja aplicado. É
entender que cada um tem a sua bagagem, tem o seu tempo para arrumá-la e se
desfazer do que já não serve mais, posso ter facilidade em limpar o que não
serve, mas também posso ter a dificuldade de me “livrar” de outras, dizendo “vai
que eu precise usar isso, vou guardar por mais um tempo” e aí o “isso” fica
durante dias, semanas, meses, anos, décadas, encarnações e mais encarnações, o
que antes era algo simples se torna em algo tão denso e complicado que faz com
que nossas vidas se tornem uma bagunça e nem ao menos sabemos (conscientemente)
o porque de tudo isso !!!
Portanto, proponho a
limpeza interna, a reforma íntima. Fácil? Não, não é, mas não é impossível !! É
uma luta diária entre o comodismo e a liberdade, é o não saber o que fazer, é
sonhar com aquilo que passou e você sente falta, é se sentir mais leve, mas
depois pesado novamente, é chorar o que você não chorou durante anos e depois
sorrir, é querer um colo, um ombro amigo e ver que o seu orgulho ainda é maior
do que a vontade, é ver que precisa perdoar a si e a muitos outros, é tanta
coisa mas garanto, a cada sujeira limpa do meu infinito particular, consigo
enxergar mais claramente o que antes era apenas um ponto de luz no infinito !!!
Namastê






